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Fev 19 2018 0

Presidente da ANTRAM critica falta de profissionalização no setor em Portugal

O nosso diretor comercial, Gustavo Paulo Duarte e Presidente da ANTRAM critica falta de profissionalização no setor em Portugal
Em declarações exclusivas à Transportes em Revista, Gustavo Paulo Duarte, presidente da ANTRAM, afirmou que «no setor do transporte rodoviário de mercadorias em Portugal, falta profissionalização». O responsável defende que este é um assunto que tem de mudar pela «competitividade que existe entre as empresas nos países e na Europa». Contudo, realça que a «falta de motoristas é real e preocupante», caracterizando o setor «muito atomizado, em que muitas empresas têm vindo a desaparecer…».

Para inverter a tendência, o responsável aponta à «capacidade de gestão, analítica e financeira» dos profissionais do setor. «É preciso saber fazer contas, construir um preço, medir as aleatoriedades do transporte». Quanto à falta de motoristas no setor, Gustavo Paulo Duarte afirma que a ANTRAM tem vindo a trabalhar para «uma renegociação, a curto prazo, do contrato coletivo de trabalho», e que a entidade considera que o motorista «é a parte mais importante do transporte». O presidente da ANTRAM chama ainda a atenção para «retenção dos motoristas na profissão» e que esta «tem de ser reconhecida». Por outro lado, diz o responsável, «as empresas também têm que ter melhores práticas, investir em frota e retirar os camiões velhos e poluentes das estradas, porque estes dão má imagem ao setor». Contudo, defende, «também têm de existir apoios ao investimento e penalizar quem menos investe».

Outro dos assuntos discutidos nesta entrevista foi a questão das letterbox companies. Gustavo Paulo Duarte considera que «é uma vergonha o que se passa em Portugal», onde existem motoristas «que não passam 10 minutos»no nosso país. Para o responsável, «a fiscalização sobre esta matéria é nula», sendo o IMT «o grande responsável pela desregulação do nosso setor».

O presidente da ANTRAM diz que ANTRAM é a única entidade em Portugal a defender assuntos como a revisão do pacote rodoviário da mobilidade, e questiona a Tutela o porquê de «não haver secretário de Estado dos Transportes».Gustavo Paulo Duarte confessa que teve «alguma dificuldade em perceber» por quem o setor é tutelado e questiona-se: «Como é que eu posso ser defendido no sítio certo, se há pessoas que não fazem ideia do que se passa? Se me perguntar se estou defendido pela Tutela, a minha resposta é… não!»

O responsável adverte que ainda que «a ANTRAM fez os seus caminhos, o seu trabalho, foi e é persistente». Gustavo Paulo Duarte diz não ter «dúvida nenhuma» que o transporte rodoviário é o “patinho feio” do setor e questiona se «não seria benéfico o setor rodoviário de mercadorias ter financiamento e ajudas como acontece para todos os outros setores». O responsável dá inclusive o exemplo de que se houvesse apoios no sentido das empresas adquirirem camiões de 60 toneladas, poderia reduzir-se o número de viaturas das estradas, assim como as emissões de CO2. O mesmo aponta que o setor do transporte rodoviário de mercadorias é “olhado de lado” por diversas entidades, sendo uma delas o RFAI – Regime Fiscal de Apoio ao Investimento, e que o setor defendido pela ANTRAM «é o único do país que está excluído». Gustavo Paulo Duarte deixa no ar: «Isto é normal…?»

Não perca a entrevista na integra ao presidente da ANTRAM, Gustavo Paulo Duarte, na Transportes em Revista

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